Artigo

06/12/2016

Contra a corrupção, sempre!

Desde a votação da última terça-feira muitos deputados passaram a ser agredidos porque votaram o projeto de lei das medidas contra a corrupção (PL 4850/2016).
Na internet, especialmente, foram divulgadas artes e postagens chamando os deputados que votaram pelas medidas de traidores e daí por diante.
Entendo que grande parte dos meios de comunicação se colocou contra o projeto e deu a entender que os deputado votaram a favor da corrupção, mas isso não é verdade.
Antes de um julgamento é preciso ter as informações corretas e completas dos fatos.
A proposta das 10 medidas chegou à Câmara dos Deputados e é de grande importância. Desde o princípio me coloquei a favor das medidas contra a corrupção. Fiz a ressalva de que não votaria a favor de validação de prova ilícita e teste de integridade para servidores.
Importante que todos conheçam o texto completo do projeto. Ele prevê a tipificação do crime eleitoral de caixa dois, a criminalização do eleitor pela venda do voto e a transformação de corrupção que envolve valores superiores a 10 mil salários mínimos em crime hediondo.
O Ministério Público (MP) acompanhou a apresentação do relatório da comissão, uma semana antes da votação. Ou seja, quando a sessão foi marcada não era possível saber que aconteceria a queda do avião na madrugada da terça-feira seguinte.
No substitutivo do relator Onyx Lorenzoni (DEM-RS), apresentado publicamente, acompanhado pelo MP, e divulgado pela imprensa, foram incluídas mais duas medidas relacionadas a juízes e promotores.
A nossa Constituição estabelece a igualdade entre todos os brasileiros e que os Poderes da União serão independentes e harmônicos entre si, Legislativo, Executivo e Judiciário.
A Constituição não estabelece que um poder será superior ao outro, também não permite que um brasileiro seja superior ou melhor do que outro.
Quando um advogado erra, quando um médico age fora das normas, eles são punidos. Por que isso seria diferente para um poder? Os membros do Executivo e do Legislativo e as pessoas comuns estão sujeitas a essa punição. Votamos para o equilíbrio e a igualdade entre os poderes e os brasileiros.
Sempre na minha vida, quem me conhece sabe, trabalhei pela igualdade entre as pessoas, pela ética, com os instrumentos da responsabilidade social, do voluntariado e da política, quando cumprindo um mandato.
Defendo a Lava Jato, a punição de todas as coisas erradas, sem exceção, com as devidas provas e justiça. Sou contra o foro privilegiado. Peço que verifiquem meu passado, meu trabalho como deputado, meus votos, minhas posições. Sempre busquei fazer o que é correto. Procuro atuar de acordo com a minha consciência, respeitando a Deus, minha família e meus eleitores.

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