Artigo

18/12/2015

Planos futuros

Quem nunca planejou algo para o futuro?
Planejar é uma etapa importante, onde articulamos as metas às estratégias e as ajustamos às possibilidades reais. É um processo de reflexão crítica, organização e coordenação, que articula a vida de cada um.
Para Peter Drucker, “o planejamento é um instrumento para raciocinar agora, sobre que trabalhos e ações serão necessários hoje, para merecermos um futuro”.
E a questão é qual o planejamento que o Brasil fez na área de minas e energia? Os apagões dos últimos anos tiveram como causa apenas aumento no consumo?
E na área econômica com as pedaladas fiscais do governo federal que deixaram um rombo de R$ 57 bilhões? A “estratégia” em atrasar, de forma proposital, o repasse do dinheiro para bancos públicos e privados e autarquias como o INSS, tinha o objetivo de aparentar melhores números nas contas federais. Ao atrasar o repasse, o governo apresentava despesas menores, na tentativa de enganar o mercado financeiro. Esse ato é uma infração à Lei de Responsabilidade Fiscal!
E quanto ao planejamento da Previdência Social brasileira? Parece que interessa há muitos (seguradoras que oferecem a previdência complementar), que a reforma não saia e a previdência pública quebre. E com o andar da carruagem, não falta muito para isso. Os números oficiais do IBGE e do governo federal apontam a diminuição da taxa de fecundidade e aumento da população idosa. Em 2000, havia 14,2 milhões de idosos, sendo que eram 7,3 pessoas em idade produtiva para cada aposentado. Em 2050, haverá 66,4 milhões de idosos no Brasil e apenas 1,9 pessoa em idade produtiva.
Reforma, adequação e principalmente, fiscalização e gestão competente é o que falta em todas estas áreas. Os cargos para a diretoria de cada pasta não deve ser político, mas nomeado de acordo com a capacitação.
Precisamos de uma reforma previdenciária que aumente a idade média de aposentadoria programada; iguale lentamente a idade de aposentadoria de homens e mulheres; reduza as aposentadorias por invalidez; corrija as distorções da previdência rural e, gradativamente, iguale as regras de aposentadoria às dos trabalhadores urbanos; adeque as regras de pensão por morte ao padrão mundial; iguale os critérios de aposentadoria dos servidores públicos aos demais trabalhadores e cobre uma contribuição maior daqueles que têm privilégios; e por fim, melhorar a gestão, reduzindo fraudes e derrotas no judiciário, cancelando benefícios indevidos, integrando com outros órgãos governamentais e aumentando a eficácia da reabilitação profissional.
A reforma da previdência social é urgente. O Regime Geral de Previdência Social paga, atualmente, 32 milhões de beneficiários. A despesa chegará em R$ 491 bilhões em 2016 e a receita a R$ 366,1 bilhões. Um aumento de 40% do déficit que atingirá R$ 124,9 bilhões.
Os números mostram a real necessidade do empenho do Congresso Nacional fazer as mudanças necessárias para que possamos planejar o futuro dos nossos idosos.
A ação de hoje refletirá em nós mesmos, amanhã.

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